Procedimentos Pós-Operatórios

Acessórios cirúrgicos

As faixas e cintas compressivas devem ser orientadas pela equipe médica, sendo que sempre será o médico responsável quem determinará o prazo de utilização desses acessórios.

Drenagem Linfática Manual (DLM)

A DLM é recomendada nos casos de pós-cirúrgicos desde os primeiros dias, sendo que se deve respeitar o tipo de cirurgia, área de descolamento de tecidos e a proporção de lesão dos tecidos linfáticos para que se possa realizar as manobras adequadamente. O início das aplicações de DLM deverá ser discutido consensualmente com o médico, pois o paciente estará sob conduta médica e toda a responsabilidade recai sobre o médico.

Vale lembrar que quanto antes se inicia o desbloqueio ganglionar e a manipulação dos tecidos linfáticos, ainda que distais, mais rápida será a recuperação do paciente. Dependerá da experiência e habilidade do esteticista a introdução precoce da DLM, para os casos de pós-cirúrgico imediatos.

Cosméticos iniciais

Normalmente nos primeiros dias após a cirurgia, pouco se manipula a região operada, portanto acaba-se restringindo ao uso de água e sabão neutro/anti-séptico. Após o 4º dia, costuma-se introduzir além da higienização básica, uma emulsão ou gel com ativos desinfiltrantes e antiequimoses. Este procedimento deverá respeitar o uso conciliado das cintas compressivas, ou seja, certas substâncias não devem ser aplicadas sobre a pele e em cima colocar uma cinta que poderá dificultar a transpiração normal da pele. Vale lembrar que quanto mais neutro for o pH, menor risco de irritação da pele operada. Os tratamentos com ácidos e outras substâncias mais agressivas somente devem ser executado após 45 dias da cirurgia.

No caso da Laserlipólise, existe a possibilidade de que o cirurgião recomende algum creme medicamentoso que auxilie a dessensibilização da pele. Costuma ocorrer uma sensibilidade maior da pele devido à alta temperatura a qual o LASER poderá atingir durante o ato cirúrgico.

Equipamentos auxiliares

A introdução dos equipamentos fisioterápicos, como correntes farádicas, ultra-som, pressoterapia etc., variam de acordo com a experiência do profissional esteticista e de acordo com o protocolo de tratamento pós-operatório que foi desenvolvido junto ao médico, devendo principalmente ser respeitada a fisiologia da região operada.

Ultra-som

De ação antiinflamatória e analgésica. normalmente introduz-se o uso do Ultra-som de 3 MHz, no modo pulsado, logo que aparecerem os primeiros sinais de fibroses (entre o 7o. e o 10o. dia). Por ação de cavitação em pulso, este equipamento pode auxiliar a eliminação das fibroses e aderências. Deve-se aplicar o Ultra-som antes das sessões de Drenagem Linfática Manual.

Micro-correntes

Tem a função de restabelecer a energia celular, favorecendo a recuperação dos tecidos operados. Porém, sugere-se utilizar esta técnica somente após o 7o dia do pós-operatório, devido à sensibilidade que a pele se encontra.

Vacuoterapia

A técnica mais utilizada na atualidade é justamente a vacuoterapia pós-lipoaspiração. O mecanismo de tração, de apalpar e rolar a pele tem se demonstrado altamente efetivo para a melhora do tecido operado. Irregularidades e fibroses podem ser reduzidas e até eliminadas com o uso dessa técnica. Logicamente, existem protocolos já desenvolvidos para utilização dos equipamentos existentes no mercado, porém o bom senso e o respeito à sensibilidade do paciente são fatores determinantes para os bons resultados finais. A introdução dá vacuoterapia normalmente inicia-se após o 21o. pós-operatório.

LASER de baixa-potência

Ainda pouco divulgados na área estética e também ainda com alto custo de aquisição, são os mais novos aliados na recuperação da pele, melhora da qualidade cicatricial e também de fibroses.

Normalmente os mais utilizados são os LASERS de diodo de 50 a 250MW, que são os que mais tem afinidade com as características superficiais da pele, e com as características da hemoglobina.

Pós-operatório tardio

Acompanhar e orientar o paciente para que mantenha cuidados específicos é de suma importância, pois o ajudará a preservar os resultados da cirurgia por mais tempo.

Normalmente acompanha-se o paciente pelos próximos seis meses após a cirurgia, período este, em que todos os tecidos operados estarão praticamente acomodados definitivamente, e, portanto, com o resultado da cirurgia efetivamente concluído.